Estudantes que participarem de palestras na Sepex receberão certificados

29/08/2011 22:47

Com o objetivo de dar maior divulgação às palestras que acontecerão durante a 10ª Sepex e aumentar a participação dos estudantes, a partir desta edição serão disponibilizados certificados mediante comparecimento e registro de frequência. Este sistema já funciona para os minicursos e a partir de agora valerá também para as palestras, possibilitando aos alunos um número maior de horas em atividades complementares. A comissão organizadora da Sepex solicita aos professores a divulgação da informação entre os estudantes.

Programação:

Palestras:
20 de outubro / 18h30min / Auditório da Reitoria
– Mudanças climáticas, desastres naturais e prevenção de riscos / Convidado: Carlos Nobre, Secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério de Ciência e Tecnologia.

21 de outubro / 9h / Auditório da Reitoria
– Ano Internacional da Química / Faruk José Nome Aguilera, coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Catálise em Sistemas Moleculares e Nanoestruturados, com sede no Departamento de Química da UFSC.

21 de outubro / 14h30min / Auditório Garapuvu, Centro de Cultura e Eventos
– Desafios da Longevidade / Wilson Jacob Filho, coordenador do Serviço de Geriatria da Faculdade de Medicina da USP.

Eventos paralelos:
– 21° Seminário de Iniciação Científica (19, 20 e 21 de outubro, manhã e tarde, Centro de Cultura e Eventos)
– Café Científico (19 de outubro, 14h, Centro de Cultura e Eventos)
– Entrega do Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 2011 (19 de outubro, 19h, Auditório Garapuvu, Centro de Cultura e Eventos)
– Workshop Mudanças Climáticas, Desastres Naturais e Previsão de Risco (20 de outubro, 9 às 18h, Auditório da Reitoria)

UFSC homenageia pesquisadora que colabora com a padronização de mapas táteis

29/08/2011 22:40

“Vamos ao mesmo tempo ensinando e aprendendo”, conta satisfeita a professora. Fotos: Cláudia Reis / Agecom

Saber interpretar um mapa é tão importante quanto ler e escrever. É uma forma de exercitar o domínio do espaço, de construir visões de mundo. Mapas tornam concreto o que é abstrato, levam conhecimento produzido por poucas pessoas para muitas.

“Os mapas fazem pensar o mundo, são modelos de realidade que podem tornar as pessoas mais seguras, têm relação com a cidadania”, defende a professor Ruth Emília Nogueira que há 20 anos faz da pesquisa, do ensino e da extensão em Cartografia o foco de seu trabalho. Docente do Departamento de Geociências, atual coordenadora da Pós-Graduação em Geografia, ela é a escolhida pelo Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) para receber o Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 2011.

Coordenadora do Laboratório de Cartografia Tátil e Escolar, Ruth Emília Nogueira trabalha atualmente com mapas para educação e para mobilidade. Em sua visão, a fragilidade da área de cartografia é estrutural, pode ser percebida desde as séries iniciais, em equívocos nos livros didáticos, na falta de preparo de professores de Geografia, por desconhecimento que afeta a compreensão da importância da ciência e arte de expressar o espaço graficamente por mapas.

Autora de livros, capítulos e artigos científicos na área de Cartografia, ela passou por momentos curiosos ao falar de seu campo de atuação. “Já me perguntaram se eu entregava ou transcrevia cartas”, lembra a professora que se preocupa com um “analfabetismo cartográfico”, calcanhar de Aquiles no ensino de Geografia.

Seu trabalho produz conhecimento que busca colaborar com a formação de recursos humanos, futuros professores e pesquisadores para qualificar essa área. O conhecimento gerado na universidade com apoio de órgãos financiadores como CNPq e Finep é compartilhado no site do Laboratório de Cartografia Tátil e Escolar e em publicações. Seu Currículo Lattes documenta mais de uma dezena de livros publicados ou organizados, e a autoria de outros 10 capítulos.

O livro Cartografia: representação, comunicação e visualização de dados espaciais, lançado em 2006 e já na sua terceira edição pela Editora da UFSC, é o primeiro manual em língua portuguesa que mostra como fazer mapas e está em todos os lugares onde se ensina Cartografia, de norte a sul do País.

No caminho trilhado com colegas professores, estudantes de graduação e de pós-graduação, foi estruturado também o livro Motivações Hodiernas para Ensinar Geografia – Representações do Espaço para Visuais e Invisuais. A obra que reúne 17 autores é direcionada ao professor, estimulando que reconheça suas limitações ou desafios e tenha contato com novas possibilidades para o ensino da Geografia e da cartografia escolar.

Mapas táteis
A segunda parte do livro é estruturada em seis capítulos que trazem resultados de pesquisa e ensino do espaço geográfico para pessoas cegas e de baixa visão. Vários trabalhos foram desenvolvidos em parceria com a Fundação Catarinense de Educação Especial e a Associação para Integração do Cego de Santa Catarina.

“Um dia recebi um bilhete da Fundação solicitando uma adaptação dos mapas para cegos”, lembra a professora sobre o início do relacionamento com as entidades. Era mais um desafio em sua trajetória. Ela não tinha conhecimentos sobre braille e também nunca havia pensado como os mapas poderiam ser usados por pessoas de baixa visão ou cegas.

Ficou maravilhada com a possibilidade de estudar e produzir mapas e gráficos táteis, materiais usados como recursos educativos ou facilitadores de mobilidade em edifícios públicos e centros urbanos. Pesquisou modelos usados na Europa e no Brasil. Neles observou como texturas em relevo são usadas em mapas táteis e que a padronização é um desafio. Afinal, como padronizar para invisuais? Que texturas e símbolos preferem? Como constroem sua imagem mental? Algumas respostas foram conquistadas, outras surgem com novos projetos.

“Vamos ao mesmo tempo ensinando e aprendendo”, conta satisfeita a professora que em uma de suas mais recentes pesquisas avalia a elaboração de conceitos geográficos em estudantes com deficiência visual com o apoio da cartografia tátil. É mais um passo em sua trajetória de pesquisa que já resultou em algumas propostas e busca aprimorar a padronização de mapas táteis para o Brasil.

Saiba Mais:

Trajetória:
– Natural do Paraná, Ruth Emília Nogueira nasceu em uma família humilde, terceira entre sete irmãos. O pai era carpinteiro e a mão professora, ainda que tivesse estudado somente até a quarta série. Desde pequena dizia que queria ser professora, mas quando na adolescência percebeu as dificuldades, quase desistiu.

– Começou a trabalhar cedo em uma empresa de construção como desenhista arquitetônica. No início de sua carreira profissional trabalhou com medição de terras, um contato essencial com a natureza para quem “cresceu embaixo dos pinhais” e gerenciou a produção de mapas em uma empresa especializada.

– Sempre estudou em escola pública e em busca de uma profissão, onde pudesse estar próxima à natureza, pensou em fazer geologia na Universidade Federal do Paraná. Lá descobriu a Engenharia Cartográfica, área de sua graduação.

– Durante o mestrado em Geografia na UFSC trabalhou com desenvolvimento regional e urbano, investigando a influência da exploração carbonífera nas atividades agrícolas e no desenvolvimento global de Criciúma. Estudou a desertificação da área carbonífera, realizando a primeira medição de áreas afetadas pela atividade do carvão.

– No doutorado em Engenharia Florestal pela Universidade Federal do Paraná trabalhou com a estruturação de dados geográficos para a gestão de áreas degradadas pela mineração. A partir de dados de sensoriamento remoto e sistemas de informações geográficas estudou como áreas se recuperam ao longo do tempo.

Produção Científica:
Artigos completos publicados em periódicos: 20
Livros publicados/organizados ou edições: 12
Capítulos de livros publicados: 10
Trabalhos completos publicados em anais de congressos: 91
Resumos publicados em anais de congressos:

– Supervisões e orientações concluídas:
Orientações de dissertação de mestrado: 22
Orientações de teses: 4
Trabalho de conclusão de curso de graduação: 17
Iniciação Científica: 4

– Orientações em andamento:
Dissertações: 3
Teses: 2

Iniciação Científica: 1
Trabalho de conclusão de curso: 2

Mais informações: ruthenogueira@gmail.com / (48) 3721-9362, Ramal: 8593

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom

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Nove centros de ensino já têm seu Destaque Pesquisador UFSC 2011

25/08/2011 13:29

Com a indicação do professor Edio Luiz Petrosk do Centro de Desportos para receber o Prêmio Destaque Pesquisador UFSC/2011, são nove as unidades de ensino que já divulgaram sua escolha. A homenagem acontecerá no dia 19 de outubro, a partir de 19h, em conjunto com a abertura do XXI Seminário de Iniciação Científica da UFSC – evento integrado à décima edição da Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão (Sepex).

O reconhecimento de docentes com elevada contribuição às atividades de ensino, pesquisa e extensão com o Prêmio Destaque Pesquisador foi iniciada em 2010, como uma das ações do cinquentenário da Universidade.

Em 2011, cada um dos centros de ensino da universidade foi novamente convidado a indicar um professor. A Pró-Reitoria de Pesquisa e Extensão sugeriu aos centros de ensino que fizessem sua seleção partindo de critérios próprios, mas também levando em conta o impacto ou o potencial de impacto das pesquisas realizadas pelo pesquisador, publicações em veículos de reconhecida excelência, a formação de recursos humanos na pós-graduação e o reflexo dos estudos no reconhecimento da UFSC como centro de excelência na área.

O objetivo da homenagem é intensificar a divulgação da produção científica e tecnológica da instituição, mostrando à sociedade quem são as pessoas que fazem com que a Universidade Federal de Santa Catarina figure entre as mais produtivas universidades brasileiras. Segundo o último ranking Webometrics, a UFSC está entre as cinco melhores universidades brasileiras, sendo a sexta na América Latina.

Pesquisadores já indicados:

Aloísio Nelmo Klein / Centro Tecnológico
Edio Luiz Petrosk /  Centro de Desportos
Eloir Paulo Schenkel / Centro de Ciências da Saúde
José Rubens Morato Leite / Centro de Ciências Jurídicas
Miguel Pedro Guerra / Centro de Ciências Agrárias
Newton Carneiro Affonso da Costa Junior / Centro Sócio-Econômico
Reinaldo Naoto Takahashi / Centro de Ciências Biológicas (CCB)
Ruth Emília Nogueira / Centro de Filosofia e Ciências Humanas
Ruy Exel Filho / Centro de Ciências Físicas e Matemáticas

Mais informações:

Débora Peres Menezes / Pró-Reitora de Pesquisa e Extensão / debora@reitoria.ufsc.br / 3721-9716

Jorge Campagnolo / Diretor de Projetos de Pesquisa / campagnolo@reitoria.ufsc.br / 3721-9437

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom

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UFSC convida escolas a programarem visitas a seu “circo da ciência”

23/08/2011 14:36

A Universidade Federal de Santa Catarina convida escolas do Estado para programarem com suas turmas visitas à décima Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão. O evento será realizado de 19 a 22 de outubro. A Sepex é uma mostra de centenas de projetos nas áreas de educação, saúde, cultura, tecnologia, comunicação, meio ambiente, trabalho e direitos humanos.

O “circo da ciência” da UFSC é montado com uma estrutura de quase cinco mil metros quadrados em frente à Reitoria. É um dos principais eventos de popularização de ciência e tecnologia em Santa Catarina, oferecendo também dezenas de minicursos gratuitos, palestras e atividades artísticas. O encontro é integrado à Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, promovida pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. Programe-se para visitar a mostra de projetos e participar também das palestras e atividades paralelas.

Palestras:
20 de outubro / 18h30min / Auditório da Reitoria
– Mudanças climáticas, desastres naturais e prevenção de riscos / Convidado: Carlos Nobre, Secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério de Ciência e Tecnologia.

21 de outubro / 9h / Auditório da Reitoria
– Ano Internacional da Química / Faruk José Nome Aguilera, coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Catálise em Sistemas Moleculares e Nanoestruturados, com sede no Departamento de Química da UFSC.

21 de outubro / 14h30min / Auditório Garapuvu, Centro de Cultura e Eventos
– Desafios da Longevidade / Wilson Jacob Filho, coordenador do Serviço de Geriatria da Faculdade de Medicina da USP.

Eventos paralelos:
– 21° Seminário de Iniciação Científica (19, 20 e 21 de outubro, manhã e tarde, Centro de Cultura e Eventos)
– Café Científico (19 de outubro, 14h, Centro de Cultura e Eventos)
– Entrega do Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 2011 (19 de outubro, 19h, Auditório Garapuvu, Centro de Cultura e Eventos)
– Workshop Mudanças Climáticas, Desastres Naturais e Previsão de Risco (20 de outubro, 9 às 18h, Auditório da Reitoria)

Mais informações: www.sepex.ufsc.br / sepex@reitoria.ufsc.br